Bem,
até que enfim resolvi fazer atualização desta página,
né? Afinal não sou mais CAI-chou, esse pepino, digo abacaxi,
digo batata-quente, digo… bem o poder passou às mãos do nosso
atual CAI-chou, SAGA-sama.
Cuidado para que ele não tenha recaída, se torne Ares e tente dominar o mundo.
(pelo menos não é o Poseidon que dominaria o mundo e depois o destruiria…)
Bem, eu não mudei muito neste período. Ah… tá bom… engordei um pouquinho (Regime! Preciso fazer regime!)
Bem
para quem não me conhece, meu nome de guerra no CAI é Misato
KIKI Inverse. Fui uma das (a)fundadoras do CAI, e até hoje me pergunto
se fiz bem ao cometer essa loucura. Meu nome antigo (versão 1.0)
era Regikiki Moon Esfomeada de Kaos muito maior, mas o problema é
que como engordei tenho de comer menos, né? Mas não se preocupem
que não pretendo mudar de codinome de guerra. (mas estou preparada
para encrenca, Jessie. E pode ser em dobro, James-Kunou-sempai, porque
como Osague no Onna estou preparada para qualquer sessão de tortura
da Equipe Rocket! Menos quindim… ops! Droga dei mancada!)
Por que escolhi este nome? Bem não interessa a maioria de vocês mas vou contar assim mesmo. :-P
Misato Katsuragi é para um modelo de profissionalismo, sem perder a feminilidade. Vejam, a mulher é uma militar. Ela convive num meio que exige muito das mulheres, na verdade mais das mulheres, pois ela tem de provar que sabe fazer melhor que um homem (competição, tsc.). Mesmo assim, ela não abre mão de ser frágil e bagunçada. De se apaixonar. De fazer besteira. Além disso, não perdeu o humor (como certos sisudos de Evangelion, em particular o pai de um certo menininho…)
KIKI
e Kiki: Kiki é o nome que me deram aqui no CAI. Não tem jeito
de deixar de ser nanico insignificante. Mas passei a respeitar este personagem
que tão poucos respeitam. Afinal apesar de ser menino ele enfrentou
uma marine! (aquela pentelha da Tetis!). E isso sem ter treinamento! Claro
que se Shina não aparecesse ele não poderia resistir muito
tempo, mas mesmo assim ele agüentou mais do que os meninos do orfanato
ou a própria Miho agüentaria. E isso considerando que o professor
é relapso e se esquece de dar aulas… (afinal até o final
da série não consegui meu diploma de cavaleiro).
A KIKI é uma estória diferente. Ela é uma menina frágil, mas forte e cheia de energia. Saindo de casa para viver sozinha não é fácil e podemos nos machucar facilmente quando somos inocentes. Mas ela encara o desafio e, mesmo quando muitas voltariam chorando para casa, ela perseverou. Até ter seu valor reconhecido e ter seu lugar no mundo.
Lina
Inverse é alguém muito parecida comigo fisicamente e psicologicamente.
Enquanto as outras duas me servem como modelos para o que quero ser, eu
sou praticamente a Lina (com exceção do cabelo ruivo e dela
ter um corpo melhor que o meu). Basicamente gosto de comer (apesar de precisar
de um regime, como Gaulin fala para Lina de vez em quando por conta dos
pneuzinhos que ela consegue de tanto comer), sou muito esquentada, e digamos
que não temos certos dotes femininos tão valorizados na sociedade
(mas ela continua a ter um corpo melhor que o meu, grrrrr…).
Ainda gosto muito de fazer amigos, de ter uma bom dedinho de prosa inteligente, e de colecionar mangás e animês. O último que me conquistou foi Garasu no Kamen (Máscara de Vidro) cuja amostra está na seção de artigos do CAI.
Gosto ainda bastante de ouvir músicas, e de ver meus amigos se dando bem na vida. Gosto de cinema e de me divertir com meus amigos. Gosto de sorvete (que não seja de pistache, ouviu sua sereia meio-peixe-espada? :-P) e de conversar com meus amigos. Falei que gosto pra caramba dos meus amigos aqui do CAI?
Heh…
brincadeiras e puxa-saquismos à parte, gosto mesmo do pessoal daqui.
Talvez fique meio cabreira e desconfiada se entra carne nova no pedaço,
mas uma vez conquistada a minha confiança, podem contar comigo para
tudo (menos para emprestar dinheiro. Uma vez muquirana sempre muquirana!).
Eu adoro animês e mangás como todo mundo aqui. Já gostava de desenho animado e quadrinhos antes, mas definitivamente os japoneses me conquistaram (para uma descendente eu tenho uma certa aversão a coisas orientais – eu não queria aprender japonês até a idade adulta!) nesse quesito.
Onde todo mundo reclama que desenhos japoneses são violentos, eu só vejo um realismo e um trabalho sobre a caracterização humana fenomenal. Enquanto em filmes americanos como Rambo (e mesmo desenhos de Disney se você observar direito), o mocinho pode matar todos os vilões sem dó, nem piedade, muitas vezes nos desenhos japoneses de tão looongos que são acabamos conhecendo a história do vilão também. Tá parece novela, mas em novela nunca vi uma pessoa simpatizar com a vilã ou o vilão da estória. Todo mundo ficou mais interessado na Odete Roitman morta do que viva. Todo mundo dizia “Ela merecia” mas precisamos saber quem a matou. (é novela muito velha? Xiii, não sei de nenhuma mais atual não, mas novela é novela. O vilão não tem direitos nelas…)
E essa forma de retratar um vilão nos faz pensar: será que também não somos vilões? Não estamos matando um ser vivo muito especial: a nossa Mãe Terra? E por isso merecemos ser extintos?
Animês
e mangás me fazem refletir sobre muitas coisas na vida. Como um
bom filme: ele não precisa ser original – um conto é uma
nova forma de contar uma estória antiga. Ele precisa sacudir a poeira
de nossa apatia, de nossa morte em vida e nos fazer não apenas esquecer
os problemas do mundo, mas enxergá-los de outra forma.
A primeira vez que pensei desta forma foi vendo um desenho animado chamado Patrulha Estelar. Na época nem sabia que era anime, assim como o desenho A Princesa e o Cavaleiro.
Mas foi lá que vi que nem sempre um vilão precisa ser mau.
Na verdade não seria o termo vilão (pessoa da vila?) e sim adversário. Um adversário não precisa ser mau, mas ele luta por algo diferente de você. Por isso ele tenta impedir que você tenha sucesso. Isso talvez, pode significar para ele escolher entre viver ou morrer, entre matar alguém que ama ou alguém desconhecido. Escolhas que um soldado faz – que muitos de nós fazemos – com que tem de viver para o resto das vidas com as decisões que tomaram. E muitos de nós não conseguem e se matam. Assim era o nobre e terrível Deslock.
Ou as intrigas que aconteciam na corte do reino de Prata? Eu não tinha tanta raiva assim do duque Duraluminio ou do Conde Nylon (achava engraçado os nomes deles), torcia pela princesa Safire mas não conseguia pensar que eles tinham de ser mortos pelo que faziam. Afinal o duque tinha um filho inocente (meio retardado mas inocente) e não seria justo ferir o coração do menino com a morte do vilão. Mesmo um dos vilões mais odiosos, o Diabo tinha uma filhinha que tinha bom coração e que era amiga de Safire. Como poderíamos querer que ela sofresse?
Eles
são todos humanos. Extraordinariamente fortes, bonitos (ou não…),
mas nenhum deles luta pela causa da justiça (beeem, exceto Amelia
Will Testa Saillune de Slayers, mas ela é meio doidinha, mesmo para
uma princesa). Eles lutam porque alguém que amam, porque precisam
de dinheiro, porque precisam manter a lei e a ordem, porque gostam de arranjar
encrenca, porque querem ser fortes o suficiente para que ninguém
queira arranjar encrenca com eles… Eles sofrem porque são tapados,
tímidos, ousadinhos demais, amam, odeiam, não estão
na moda, chegam sempre atrasados na escola, não sabem fazer nada
direito… Eles riem porque viram algo engraçado na TV, porque estão
felizes, porque o chefe pegou um resfriado (bem feito!), porque o amigo
contou uma piada engraçada…
E porque são humanos sua estória chega a um fim. Seja porque eles morrem, seja porque aquela fase da vida deles terminou (no Japão antigo, quando uma pessoa chegava à velhice era comum ela mudar até de nome para indicar o novo objetivo da nova fase da vida dela: uma espécie de morte, pois a pessoa que existia até então não existe mais.), ou porque não tem mais nada para contar.
Que é mais do que os “velhinhos”
do Batman e Super Homem podem ser (lembram as piadas sobre a idade dos
dois? Como conseguiam combater o crime com essa idade?)