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(...)
Cloud
estava exausto, mas haviam conseguido. Sephiroth finalmente havia caído,
e eles estavam na borda da Cratera Norte. Os outros esperavam, incluindo
Tifa ao lado dele. Com a espada Ultima em mãos, ele voltou-se para
os colegas e não fez esforço desta vez para disfarçar
o cansaço.
_
Bem, é isso. Agora, é melhor sairmos daqui.
_
Ô, espera aí! exclamou Barrett É só isso?
E quanto ao Meteoro? E quanto ao Planeta??
_
Eu... não sei. respondeu Cloud De qualquer forma, fizemos tudo
o que podíamos, não?
_
Acho que você tem razão. Red XIII concordou Agora, cabe
à Holy e ao Planeta, seja lá o que decidirem.
_
Escutem, todos! Cloud exclamou Podemos sair daqui! Lutamos bastante,
e não temos motivo pra nos envergonharmos! O que quer que aconteça
depois está fora do nosso alcance agora. Vamos embora.
Era
um pouco frustrante, mas não havia muito mais o que fazer. Eles
começaram a se afastar, e com certa pressa. Quando a Holy se movesse,
aquele lugar seria destruído. Cloud olhou longamente em volta e
foi o último a começar a abandonar o lugar. No entanto, algo
subitamente lampejou em sua mente. Suas pernas pararam de se mover e ele
congelou-se onde estava. Os outros já estavam na saída da
caverna, mas Tifa se voltou para ele.
_
Cloud...?
_
Ele... está aqui. Ainda está aqui.
Uma
luz estranha subiu aos seus olhos, e de repente, a realidade não
era mais o que parecia para Cloud. E, junto com a luz, veio um som. Tifa,
sem saber que já não era mais ouvida, chamou de novo:
_
Cloud!
_
E-ele está... rindo!
Ela
tornou a chamar, mas ele não ouvia mais. Em outro lugar, arrastado
por uma vontade alheia à sua, Cloud viu-se levado para confrontar
uma figura alta de cabelos brancos e com os olhos verdes da radiação
Mako. A espada Masamune em mãos, Sephiroth tinha seu desafio em
mãos... e Cloud, na alma.
De
frente para o outro, tão em guarda quanto ele, Sephiroth permitiu-se
um cumprimento:
_
Tenho que admitir que estou surpreso, Cloud. Não esperava que você
e seus amigos pudessem destruir o meu corpo.
_
Você sempre foi um idiota convencido, Sephiroth. É o seu maior
defeito.
_
Não convencido, Cloud; invencível. Seu corpo vai me servir
bem quando eu destruir a sua mente aqui.
_
Isso nunca vai acontecer. Você vai pagar pelo que fez com a minha
cidade, comigo... e com Aerith!!
_
Quem...? Ah, a Cetra! Sephiroth deu um sorriso cínico Quem diria
que o fedelho iria se apaixonar? Mas você nunca foi muito esperto;
se apaixonar pela última amostra de uma raça moribunda!
_
Já chega, Sephiroth!
Cloud
investiu, e as lâminas de Ultima e Masamune se chocaram e retiniram
uma, duas... três vezes! Mas, ainda que tivesse evoluído muito
desde que lutara com Sephiroth pela última vez e o matara a custo
da própria vida, Cloud estava cansado física e mentalmente,
enquanto aquela parcela da mente de Sephiroth dentro da sua estava em plena
forma, e ainda era um guerreiro mais experiente que ele, atravessando o
peito de seu ego psíquico com a lâmina da Masamune com um
golpe seco. O olhar vítreo de Cloud seguiu-se de uma dormência
em seus dedos, e a pesada Ultima caiu ao chão, tornando-se de um
azul vago (pois a força do metal da arma dependia da força
de seu mestre, e Cloud fôra mortalmente ferido). Sephiroth soltou
sua lâmina e Cloud caiu sobre as mãos, recusando-se a desabar
enquanto um pensamento frio estalou em sua mente:
D-da...
mesma... forma...
_
Você nunca foi páreo pra mim, Cloud. Vai morrer em sua mente
de uma forma patética. Mas console-se; ao menos, o seu corpo vai
servir para alguma coisa. Vou usá-lo para me tornar um Deus, quando
o Meteoro fizer o Fluxo jorrar do Planeta pela última vez. Todo
o seu esforço, como sempre, não valeu para nada.
_
D-da mesma forma... que ela...!
Sephiroth
ficou visivelmente surpreso ao perceber que o brilho avermelhado à
volta de Cloud não queria dizer desincorporação, e
sim que ele estava reunindo energia para um golpe Limite, do tipo mais
forte de técnica de seu mundo, enquanto a espada Ultima também
parecia se fortalecer, e a prata do metal assumia o mesmo tom vermelho
poderoso do golpe. Não estivesse Cloud tão furioso, talvez
ele percebesse e gostasse de ver aquela expressão que poderia ser
de medo no rosto sempre impassível de Sephiroth. Ele tornou a empunhar
a espada e ainda disse num tom de voz baixo e ameaçador:
_
Como você se at...treve?! O mesmo ferimento... que causou em
Aerith... ! Você... quer destruir o Planeta... que ela deu a vida
pra proteger!! Isso acaba aqui, Sephiroth... para sempre!!
Sephiroth
não podia acreditar naquilo; de onde ele tirava tanta energia? Mas
ele tornou a dar um sorriso de desprezo, erguendo a Masamune novamente.
_
Ora... cale-se, seu morto-vivo! Se está tão preocupado com
sua querida Cetra, vá atrás dela no Fluxo e não me
amole mais! Já me cansei de você!
_
E eu... de você!! Omnislash!
Sephiroth
avançou depressa contra Cloud, mas foi surpreendido pela velocidade
do outro. Numa rapidez impressionante, o ex-SOLDIER moveu a Ultima em suas
mãos e meramente passou por Sephiroth, enquanto os quinze golpes
que seu supremo Golpe Limite executava Sephiroth, destruindo irremediavelmente
sua forma psíquica e finalmente mandando-o para o Fluxo Vital do
Planeta, juntamente com as demais almas dos mortos.
A
dor seca no peito aumentou, e Cloud largou a espada e segurou o ferimento
com ambas as mãos. Tudo era meio vago no limite entre o Fluxo e
a realidade, mas Cloud finalmente pôde ver uma grande luz em movimento.
Era a Holy, finalmente manifestada. Restava saber se havia tempo...
Foi
então que ele viu: havia uma forma sobreposta à Holy, uma
presença etérea como um espírito. Uma forma de olhos
verdes e longos cabelos castanhos, que se deixara ir de propósito
para convocar a magia. Ela se deixara matar por Sephiroth, porque a única
maneira de convocar a Suprema Magia Branca para proteger o Planeta era
uma alma entregue de vontade livre pedir por isso. Ele quase fôra
obrigado por Sephiroth a matá-la e, ao ver que não podia
obrigar Cloud, o próprio Seph fizera o serviço, sem saber
que ela planejara aquilo. Agora que a missão estava cumprida, no
entanto...
_
N-não... Você não pode...!
_
Cloud?
No
plano mental, muita coisa acontecera. Na realidade, Tifa apenas vira Cloud
se curvar e ficar de cabeça baixa, em silêncio. De repente,
ele começara a falar, e ela estava aflita porque a caverna começara
a tremer.
_
Cloud, nós temos que sair daqui!
_
Tifa, o que estão fazendo? Vamos!
Barett
estava na entrada da caverna, com o tigre Red XIII ao seu lado e Cid Highwind,
o Capitão. Ela voltou-se para responder:
_
Tem alguma coisa errada com o Cloud! A-acho que é Sephiroth!
_
Você não pode... Cloud ergueu a cabeça, os olhos
fixos na borda da cratera Não pode ir pro Fluxo!
_
Cloud!
Ele
ficou de pé de repente, e nem sequer olhou para os lados antes de
levantar-se, correr até a borda da escarpa e saltar para o precipício
abaixo, mediante o olhar espantado de todos os seus colegas, especialmente
Tifa, que fez menção de correr atrás dele, e Barett
gritou:
_
Tifa!!
Red
XIII foi mais rápido, saltando de onde estivera com sua incrível
agilidade e se colocando diante da moça, bloqueando seu caminho.
_
Saia da frente, Red!
_
O que pensa que está fazendo? Não pode ir atrás dele,
Tifa!
_
Mas o Cloud está...!
_
Não tem nada que dê pra fazer por ele, menina! gritou Cid,
seu rico vocabulário sempre igual Se a gente não cair fora
desta p#$ra de caverna de uma vez, vamos fazer companhia pra ele no Fluxo!
Vamos!
Mal
Cid pronunciou estas palavras, a manifestação da magia se
tornou evidente: os tremores começaram a derrubar a caverna, e a
plataforma onde Red e Tifa estavam começou a desabar. A moça
cambaleou para trás, mas Red a colocou em suas costas e correu para
a saída, saltando os buracos no solo como nenhum ser humano poderia
fazer, e levando a moça atordoada para a segurança. Mal chegaram
à entrada da caverna, uma luz branca iluminou a caverna e feriu
os olhos de todos, acostumados à escuridão. Era a Holy em
movimento, brotando das profundezas do Planeta. Chamada por Cid em meio
ao caos, a aeronave Highwind mergulhou caverna adentro e os recolheu como
pôde, subindo em seguida pela cratera e sendo expelida pelo jorro
de magia branca, descontrolando-se de forma que piloto algum poderia impedir
que caísse. Piloto algum, exceto por Cid, que ativou o sistema de
emergência a tempo, aliviando um terço do peso e ativando
os propulsores de emergência, afastando-os dali.
Cloud
estava semidesperto no momento em que erguera a cabeça, vendo os
dois mundos ao mesmo tempo. Ele sabia que a Holy estava vindo, mas o que
importava mais, sabia que Aerith estava indo! E ele nem pensou duas vezes
em saltar na direção da Holy, procurando por ela.
Ele
nunca saberia dizer, depois, quanto tempo caíra antes de encontrar
a luz branca da magia e desaparecer dentro dela. Só lembraria de
ter se visto de pé de repente, num lugar que não conhecia,
onde a imitação de céu era esverdeada. Já estivera
ali antes: estava no mundo espiritual do Fluxo. Olhou para si mesmo e viu
que o ferimento da luta com Sephiroth diminuíra bastante, quase
desaparecendo.
_
Pelo menos isso. Mas, Aerith...
Agora,
os horizontes estavam mais nítidos, e ele podia ver claramente o
Fluxo Vital do Planeta correndo com as almas do mundo inteiro à
distância. E podia ver um vulto familiar se encaminhando para lá:
Aerith. A última dos Cetra, sendo chamada pelos espíritos
dos seus ancestrais depois de cumprir sua missão.
_
Mas ela... não cumpriu a missão ainda. Aerith!!
Cloud
começou a correr na direção dela, ignorando a princípio
as luzes esmeralda que começaram a rodeá-lo. Em certo momento,
porém, quando elas se adensaram em formas fantasmagóricas
à sua frente, não teve mais como ignorar.
_
Mas que droga, o quê...?
Três
figuras aparentemente gêmeas em mantos púrpura e capuzes encobrindo
parcialmente seus rostos se materializaram diante de Cloud. Ele os reconheceu,
lembrando do espírito guardião do Templo dos Antigos; eram
manifestações dos espíritos antigos dos Cetra, e não
havia como saber de qual deles veio a primeira voz sombria a dizer:
_
Seu lugar não é aqui, viajante.
Olhando
por um instante, sem saber com qual dos três falar, Cloud retrucou:
_
O dela também não. É por isso que nós vamos
embora.
_
Ela não pode mais sair. Já está morta.
_
Ela não se juntou ao Fluxo ainda; não está morta!
E ela vai voltar comigo!
_
Isso não está em discussão. um outro pareceu falar,
e Cloud se cansou. Aquilo estava apenas desperdiçando tempo.
_
Ah, saiam da frente.
Cloud
passou entre os três vultos, mas não dera ainda três
passos adiante quando uma figura enorme de serpente surgiu diante dele,
e só precisou de um instante para perceber o que era, e quem havia
posto aquilo ali. Voltou-se para os três Cetras, que disseram:
_
Esta Midgar Zolom foi um dos monstros que vieram recentemente para o Fluxo.
Não vai deixar que você vá adiante.
_
Que saco, eu não tenho tempo pra isso! se voltou para a serpente
gigante, e firmou a espada na mão direita Provavelmente fui o
mesmo quem mandou esse bicho pra cá... e vou mandar pra outro lugar
se ficar no meu caminho!
A
serpente gigante sibilou ameaçadoramente e investiu contra Cloud;
ele esquivou-se para a direita e atacou pela frente, passando pela cobra
usando seu Golpe Limite Braver, abrindo a serpente em duas com um único
golpe e correndo outra vez na direção do Fluxo, antes que
os Cetra resolvessem chamar outro monstro. E Aerith estava se afastando...!
Um
monstro de duas cabeças de dragão se colocou em seu caminho,
e Cloud praguejou. Atrás de si, os Cetra tornaram a dizer:
_
Não importa o quanto você lute, em pouco tempo não
fará diferença. Deixe que ela se vá, estranho.
_
Eu realmente...
E
correu na direção do monstro bicéfalo, agitando a
espada para a direita enquanto concentrava energia e velocidade para outro
Limite e via o monstro dirigir suas cabeças para uma baforada dupla
de fogo e gelo contra ele.
_
... não estou com tempo pra isso!! Toque Final!
Agarrando
a espada com ambas as mãos, Cloud desferiu um golpe lateral na direção
do Schihizo e lançou contra ele um turbilhão de energia,
que abriu caminho entre os sopros de fogo e gelo e lançou a criatura
para os ares girando, e enquanto o monstro caía, ele continuou na
direção de Aerith. Os Cetra tornaram a mover seus braços,
e um tipo de mistura entre dragão e cavalo marinho convergiu contra
Cloud, que reconheceu um dos bichinhos de Don Corneo, Rapps. E ele reconheceu
que não conseguiria alcançar a Cetra, mesmo que pudesse derrotar
todos os grandes monstros que estavam sendo convocados do Fluxo. Assumindo
postura e passando a espada para a mão esquerda para o golpe Climhazzard,
ele chamou:
_
Aerith!!
O
monstro atacou com um feitiço de vento Aero3, e Cloud investiu com
o golpe, a espada abrindo caminho entre o vento o suficiente para que ele
pudesse cravar a lâmina no monstro, ajudado pela própria velocidade
da investida e subindo, derrubando outro adversário, mas sentindo
os cortes na pele do feitiço de vento. Sentindo o sangue de vários
cortes finos ao longo do corpo, ele tornou a correr na direção
dela e chamou:
_
Não faça isso, Aerith! Volte!
_
Não continue, mercenário. a voz de um dos Cetra disse,
enquanto o Dragão Vermelho que guardara antes o Templo dos Antigos
surgiu diante de Cloud Vai jogar sua vida fora se insistir.
_
Vou fazer a mesma coisa se deixar ela ir. Aerith!!!
O
dragão lançou suas chamas contra ele, e Cloud esquivou-se
como pôde, embora tenha rolado depois para a direita para apagar
o pouco do fogo que chegou a tocá-lo. Aquilo podia ser um tipo de
mundo de espíritos, ele percebeu, mas também podia ser ferido
ali, e até morrer. Que se dane! pensou com um sorriso conformado
- De qualquer forma, vou ficar junto dela. Não é o meu plano
mais brilhante, mas...
Levantou-se
com o mesmo sorriso para o dragão, que já se preparava para
atacar de novo, e completou o raciocínio:
_
... vai ter que funcionar. Meteoros!!
A
rajada de fogo varreu o solo onde ele estivera, mas Cloud subiu com o auxílio
de seu Limite, girando a espada sobre a cabeça e causando uma pequena
chuva de meteoros sobre o monstro, semelhante ao feitiço Cometa2.
Tendo pego a criatura com a guarda baixa, Cloud conseguiu aturdir o monstro
o suficiente para convocar seu último golpe, o Omnislash. Quando
o dragão tornou a olhar para o mercenário de Nibel, Cloud
estava sobre ele liberando seus quinze golpes em seqüência,
atingindo o monstro com mais força e velocidade do que necessário
para eliminá-lo outra vez. Porém, enquanto o monstro se desfazia
na essência espiritual, Cloud permitiu-se um instante para notar
que estava ofegante. Com toda a luta que fizera até ali, e forçando
seus melhores golpes um atrás do outro, estava se esgotando depressa
demais. Para piorar, viu o próximo adversário diante de si.
_
Weapon...
O
mais fraco dos monstros do Planeta, o Weapon Diamante estava parado diante
dele agora. Cloud sabia que não ia passar pelo monstro que devastara
boa parte da cidade de Midgar. Não sozinho.
_
Aerith! Lembra do nosso contrato? Eu devia te proteger e te levar pra casa!
_
Seu contrato já foi cumprido. um dos Cetra disse, sempre com a
voz parecendo próxima Sua obrigação acabou.
_
Isso não é da sua conta! ele olhou furioso para as três
figuras atrás de si, e depois tornou a se voltar na direção
do Weapon, erguendo a espada e atacando frontalmente, não conseguindo
mais do que chamar a atenção do monstro para si. Esquivando-se
depressa do primeiro golpe, Cloud tornou a dizer:
_
Eu quero fazer outro contrato, Aerith! Eu volto pra casa, e não
causo mais problemas aqui! Você só precisa voltar comigo,
pra tomar conta de mim e pra eu tomar conta de você, até o
nosso tempo acabar de verdade! Aceita?
O
Weapon tornou a esmagar o chão, e Cloud quase não conseguiu
desviar desta vez. Caindo para trás, ele viu que a espada Ultima
estava ficando azulada. Suas forças estavam acabando. Ele tentou
se levantar de novo, mas estava quase sem forças e caiu para trás.
_
Droga... ainda não! Ainda não! insistia para si mesmo de
olhos fechados, juntando as forças Ela ainda não me ouviu!
_
Ouvi, sim.
A
voz doce e melodiosa era de Aerith. Ele abriu os olhos para vê-la
debruçada sobre si, com um olhar terno e triste.
_
Você não devia estar aqui, Cloud. Não é o seu
lugar.
_
Eu sei... Já vim pra cá uma vez. Eu vou embora assim que...
você vier comigo.
_
Cloud... eu não...
_
Escuta, Aerith ele sentou-se e agarrou o ombro dela, com atitude eu
não vim aqui pra voltar sozinho! A Holy já está em
movimento, Sephiroth já está morto e isso quer dizer que
você não precisa ir pro Fluxo! Você já salvou
o Planeta, Aerith! Já cumpriu seu dever! Agora, precisa voltar comigo
pra ver no que deu o seu esforço!
O
Weapon deu mais um passo na direção deles, e Aerith se voltou.
Cloud ficou de pé e segurou a mão dela.
_
Eu... Uma vez, eu te prometi que você ia viajar na Highwind. Uma
vez, prometi que iríamos voltar ao parque de diversões, e
dar outra volta na gôndola. Eu não quero voltar lá
sem você. Eu não quero... viver sem você.
Ela
sorriu, então, apertando a mão dele de volta, e Cloud sentiu-se
totalmente compensado pelo esforço apenas por ter conseguido aquele
sorriso. O Weapon abriu as portinholas em seus ombros, e Cloud sabia que
isso significava o ataque Diamante Flash, que destruíra parte de
Midgar. Aerith também se voltou para a criatura e seu bastão
Guarda da Princesa apareceu em sua mão direita. Ela olhou tensa
para o monstro em sua frente.
_
Não vai ser fácil, Cloud.
_
Ei, nem parece você! ela se surpreendeu com o tom despreocupado
na voz dele, e se admirou também com o sorriso dele para ela Se
estivermos juntos, nós podemos fazer qualquer coisa.
_
Cloud...!
Ela
ficou vermelha, mas também muito feliz. De repente, parecia mesmo
que eram capazes de qualquer coisa. Os Weapon, o Fluxo, o Meteoro que ameaçava
o Planeta... Nada parecia grande o bastante, enquanto os dois estivessem
juntos.
Então,
o Fluxo pareceu se mover de novo, e diante dos olhos espantados de Cloud
e Aerith, outras formas começaram a se condensar diante deles. O
mercenário preocupou-se mais, perguntando a si mesmo o que mais
podia vir, até ver que eram formas humanas se solidificando. E eram
formas conhecidas, em sua maioria. Primeiro, com um braço de metralhadora
no lugar da mão esquerda estava Dyne, ex-mineiro da cidade de Corel
e amigo de infância de Barett, falecido fazia pouco tempo. Depois,
um tigre semelhante ao Red XIII, embora de aparência mais velha e
de tamanho maior; Seto, o pai de Red. Um senhor de meia idade com uma roupa
dourada e longos cabelos grisalhos, e a postura de um mestre das artes
marciais; Zangan, o mestre de Tifa. Um rapaz de paletó escuro e
cabelos negros longos, com uma pistola; Tseng, falecido líder dos
Turks e um amigo de infância de Aerith. Surgiu também um rapaz
de cabelos escuros que portava uma espada bastarda, ao mesmo estilo das
de Cloud, e que parou diante deles.
_
Zack...!
O
primeiro amor de Aerith e um velho amigo de Cloud, que morrera tempos atrás
tentando protege-lo de perseguidores da Shinra. Por fim, saiu uma moça
vestida em vermelho e muito parecida com Aerith, também empunhando
um bastão e com um sorriso no rosto. Era a mãe dela, Ifalna,
e foi neste momento que ambos notaram que o grupo até se parecia
com o seu grupo de amigos do outro lado, e Zack falou:
_
Tratem de sair daqui, vocês dois. Nós seguramos essa coisa
por aqui até vocês irem. Ainda tem muito pra ser feito lá
fora. E, Cloud... voltou-se para o amigo, olhou para Aerith e sorriu:
_
Vê se toma conta dela direitinho. Ou, quando vier pra cá,
você vai se ver comigo.
_
Comigo também.
Aerith
e Cloud se voltaram outra vez, ao ouvir a voz familiar. Um guerreiro alto,
de cabelos prateados e empunhando a Masamune veio na direção
dos dois, ignorando o olhar surpreso de Aerith e a expressão feroz
de Cloud. E foi o próprio Zack quem disse:
_Sai
logo daqui, Cloud! Essa coisa vai disparar a qualquer momento!
No
mundo físico, enquanto isso, a pequena Marlene, filha adotiva de
Barett, despertou na cidade de Kalm, parecendo ouvir uma voz familiar.
Quando abriu a janela, viu o enorme Meteoro que estava prestes a atingir
a cidade vizinha de Midgar. Tornados devastavam tudo o que podiam tocar
enquanto a Highwind se aproximava com Cid nos comandos, e todos os guerreiros
olhavam impotentes para a devastação.
_
Maldição, tem que haver algo que nós possamos fazer!
bradou Barett.
_
Eu disse às pessoas para se abrigarem nas Favelas sob a cidade -
disse o gato mecânico Cait Mas, com a situação como
está...
_
Onde é que está a Holy, afinal?
Para
responder à pergunta de Barett, a magia branca finalmente surgiu
no horizonte e formou uma barreira entre o Meteoro e seu ponto de impacto.
Isso começou a destruir a ameaça, mas também começou
a causar uma intensa chuva de fragmentos por toda a parte, ao mesmo tempo
em que a tensão das duas magias opostas aumentava os estragos no
solo. Vincent foi o primeiro a perceber e se manifestar.
_
Isso não é nada bom; a Holy está tendo um efeito contrário!
_
Nada vai sobreviver por quilômetros ao redor do ponto de impacto
Red XIII diagnosticou Esqueçam Midgar; devemos nos preocupar
com todo o Planeta!
Tifa
era a única a não se pronunciar. Olhava para fora, sem entender
direito ainda porque Cloud saltara daquele jeito, isso parecendo ainda
mais importante do que imaginar uma solução para o dilema
do Planeta... e então, ela viu.
De
todas as partes do horizonte, ondas em feixes de energia esmeralda estavam
se agrupando no ponto de impacto. Serpenteando por sobre colinas, oceanos
e florestas, os feixes se reuniram logo abaixo do escudo branco formado
pela Holy e então, condensando sua força, ergueram-se para
os céus como um curioso canhão, dissolvendo tanto a proteção
da Holy quanto a ameaça do Meteoro de uma só vez. Os amigos
na Highwind acompanharam a poderosa manifestação do Fluxo,
e mais surpresos ficaram quando a ninja Yuffie, que acompanhava tudo com
uma luneta, enxergou algo que ninguém esperaria àquela altura:
um casal no alto do deteriorado prédio da Shinra.
_
Ei, gente, olha lá! Ali no alto da Shinra! Aqueles ali não
são...?
_
Quê? Cid usou a mão esquerda para tomar a luneta da menina,
ganhando um olhar feio dela Ah, car$##!o, mas como é que...?
_
O que foi, Cid? perguntou Barett.
_
Cloud e Aerith... Os dois estão vivos!
A
aeronave sobrevoou o que restava de Midgar e fez a volta, procurando um
local para pousar. De mãos dadas com Aerith, Cloud sorriu olhando
para o alto e comentou:
_
Acho que não deve demorar muito pra cumprir a primeira promessa,
Aerith. ele se voltou para ela e viu que estava pensativa, com um ar
distante, e perguntou O que foi?
_
Não, nada, eu só me lembrei de uma coisa. ela se voltou
para ele e perguntou, com um sorriso e um rubor leve no rosto Aquilo
que você me falou lá no Fluxo... Aquela parte sobre
tomarmos conta um do outro até o final da vida, Cloud... foi muito
parecido com uma proposta de casamento...
Foi
a vez dele ficar vermelho, mas Cloud apertou a mão dela entre a
sua e perguntou:
_
Digamos que fosse, Aerith... Você aceita?
Ela
baixou os olhos, sorrindo e ficando ainda mais vermelha. Não era
preciso uma resposta.
(Yessss!!! Finalmente!! Tá pensando o quê?
Tá bom, eu até admito: posso ter colocado um pouquinho
demais de mel, mas que se dane!! Muito melhor do que o verdadeiro final
da história foi!! E digo mais: é pra isso que serve ser autor!
Pra mudar final de história que a gente não goste, mesmo
que seja só pra a gente!! E, se alguém achar que não
ficou bom, faça como eu: invente o seu próprio final!! E
me aguardem; na próxima, eu vou contar como ficaram Cloud e Aerith
sessenta anos depois. Falou aí!! ^_^)
Loucomon, Psyduck interino
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