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E o gigante se ergueu de seu trono, como uma enorme e negra montanha, sua coroa roçava nas nuvens. Em sua fúria, ele apontou a mão, seca, recurvada e de unhas compridas como as garras de uma águia, para a figura insignificante a sua frente. E sua voz soou como trovões numa tempestade, uma voz que gravaria em fogo suas palavras na alma de quem as ouvisse. “Não há como fugir! Eu sou aquele que dá forma ao mundo! Eu conheço vosso destino, eu o escrevi nas estrelas com minhas mãos!” O destinatário de sua irá, uma jovem donzela a centenas de metros distância, colocou as mãos sobre os ouvidos para tentar abafar o som tremendo, que açoitou seu corpo com tal força que a fez cambalear. Mas quando o eco daquelas terríveis palavras cessou, ela ergueu o dedo médio para o gigantesco deus a sua frente, deu-lhe as costas e partiu. |
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