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XENOGEARS
(Compilado e Adaptado por Louco)

Capítulo 25: O Orfanato

            Era uma propriedade do ‘Ethos’ à beira de um penhasco, uma casa ampla com um pátio ainda maior onde Elly, Bart e Rico encontraram todo o tipo de crianças, humanas e meio-humanas que, segundo o ‘Ethos’, tinham sido reunidas ali por serem órfãos sem lar. Billy era o responsável pelo orfanato, que também era a sua casa. Foi na biblioteca que o encontraram, e ele ficou feliz em revê-los.
          _ Oh, como estão? Como está indo Fei?
          _ Muito bem - respondeu Elly – Ele não recuperou a consciência ainda, mas deve despertar em breve.
          _ Mesmo? - Billy sorriu – É bom ouvir isso.
          _ Humm, Billy... Eu realmente não sei como agradecer a você por ajudar Fei – Elly murmurou, sem jeito, mas Billy meneou a cabeça.
          _ Nem mencione isso. Podemos acreditar em deuses diferentes, mas nenhum de nós pode deixar pessoas em necessidade.
          _ Muito obrigada. A propósito, este orfanato é seu?
          _ Surpresa que haja apenas crianças? – Billy tornou a sorrir – Eu e minha irmã não tivemos pais desde que éramos pequenos... Então, abri um orfanato para que crianças sem família não tivessem que passar pelo que nós passamos. São todos saudáveis e obedientes aos ensinamentos do ‘Ethos’. São todos boas crianças, que até me ajudam com trabalho.
          Foi quando Citan e Sigurd, que também tinham desembarcado e até então estavam no pátio resolveram entrar, e o imediato avisou:
          _ Bart!! O radar da Yggdrasil captou a imagem de uma nave enorme!!
          _ O que? -  o rapaz veio adiante – A Gebler de novo?
          _ Eu não sei, mas está se movendo a 10 repsol/hora para o sul. Devemos ir para a ponte.
          _ Entendido! Agüentem, que nós já vamos.
          _ Ô, você de preto e branco! – uma voz debochada veio de outra sala – Você é o Sigurd, não é?
          _ Isso por acaso é maneira de falar com alguém? – retrucou Sigurd, ao ver o homem de meia idade entrar na sala – Quem você pensa que é?
          _ Ah... – Citan ocultou o riso com a mão – Pode até não parecer, mas ele é o nosso ‘sênior’, Sigurd.
          _ ‘Sênior’?! – Sigurd olhou novamente para o recém-chegado, parecendo não acreditar – Jessie?
          _ Siggy? – Billy perguntou, de repente parecendo lembrar de onde reconhecia o imediato da Yggdrasil, muito satisfeito. E deixando Bart não muito satisfeito, e de fronte franzida.
          _ Ele falou ‘Siggy’?
          _ Um sujeito de cabelos de prata com pele de âmbar – comentou Jessie com um sorriso – Eu diria que isso é raro. O que todos vocês estão fazendo aqui?
          _ É algo que, de certa forma, simplesmente aconteceu – Citan deu de ombros.
          _ Muita coisa aconteceu... – Sigurd começou a dizer, mas Jessie aproximou-se dos dois velhos amigos e passou os braços sobre os ombros de ambos, convidando:
          _ Bem, vamos falar sobre essas coisas enquanto bebemos! E então... Por quê estão todos aqui?
          _ Siggy, já faz muito tempo – Billy tinha um ar de curiosidade no rosto – Por quê o tapa-olho?
          _ Billy – Sigurd sorriu – Você cresceu. Com este sorriso, você fica muito parecido com Racquel.
          _ Ei! Ei ei ei! – Bart obviamente não gostava de ficar de fora da conversa – Quem é você? Vai ficando todo íntimo com os meus oficiais, hein? Que negócio todo é esse de ‘Siggy’? Sem essa de fala bonitinha, garoto!
          _ O que há com você? – Billy olhou com surpresa para Bart – Por quê é tão arrogante com o Siggy? Quem você pensa que é?
          _ Billy – repreendeu Jessie – Não grite com o pessoal do Sigurd. Isso é falta de educação, menino!
          Parecia no mínimo curioso ver Jessie com aquele ar paternal, repreendendo Billy, e Sigurd aproveitou para explicar:
          _ Bart, este era o nosso ‘sênior’ quando eu era um candidato aos Elementos em Jugend. Eu aluguei um quarto na casa dele.
          _ Naquela época, ele ainda usava fraldas... – Jessie lembrou com um sorriso – e ele ainda é um pirralho chorão, mesmo agora.
          _ Você provavelmente ainda usa fraldas, não usa? – Billy perguntou a Bart com ar vazio, e o pirata retrucou:
          _ Seu pivete! Afinal, qual o seu problema?
          _ Bom... – Jessie acenou com a cabeça, rindo ao ver o quanto o filho estava se dando bem com Bart – Então, vamos sair direto e ir beber nós mesmos?
          _ Onde você planeja ir? – perguntou Sigurd, já temendo a resposta. E Jessie olhou para ele com ar de reprovação.
          _ O que quer dizer? Tem que ter um bar ou dois a bordo daquela sua nave!
          _ Sinto uma dor de cabeça se aproximando... – Sigurd pôs a mão sobre os olhos, e Jessie deu de ombros.
          _ O quê? Está tudo bem. Vamos nos livrar dessa dor de cabeça com uma boa bebida!
          E saiu, obviamente indo para a Yggdrasil. Olhando para o velho amigo, Citan perguntou:
          _ O que vai fazer?
          _ Eu não posso simplesmente dizer não a ele...
          _ O que estão fazendo? – Jessie gritou lá de fora – Vamos!
          Ainda com ar de quem pressentia dificuldades, Citan e Sigurd saíram, e todos ouviram o riso alto de Jessie lá fora, enquanto se afastavam. Mas Billy acenou negativamente.
          _ Eu não vou... Vão em frente, e divirtam-se.
          E foi para outro cômodo do orfanato. Bart, por outro lado, ainda estava intrigado pelo que Sigurd dissera:
          _ Que nave enorme é essa de que o Sig tava falando?
          Houve um som baixo então, que nem Elly nem Bart ouviram por não estarem prestando atenção, ou por não lembrar-lhes coisa alguma. Mas aquilo era muito familiar a Rico, que voltou a cabeça e o seguiu, chamando então a atenção dos dois amigos.
          _ Hein? – fez Bart.
          _ Rico, o que foi? – perguntou Elly.
          O gigante verde fez sinal para que se calassem, e seguiu o som. Agora os dois também ouviram, embora não lhes dissesse coisa alguma. Num quarto próximo estavam a irmã de Billy, Primera, e um garotinho tocando um sino, e Rico estremeceu ao vê-lo. Era muito semelhante a outro que ele vira antes. O menino, olhando com curiosidade, percebeu o que chamara a atenção de Rico e exibiu o sino, comentando com um sorriso:
          _ Tem um som legal, né? Meu papai me deu esse sino pra eu nunca me perder. Mas meu papai não tem nenhum senso de direção, e também se perde um bocado. Então, ele também tem o mesmo tipo de sino. Ele foi pro quartel general do ‘Ethos’, mas nunca mais voltou...
          O rosto de Rico entristeceu-se, antes que ele pudesse evitar. Citan dissera que o ‘monstro vermelho’ em Nortune ainda devia ter alguma inteligência humana residual. Agora, ele podia entender porquê a criatura aparecia quando ouvia o sino. E o menino continuou dizendo, com ar distraído:
          _ Ele deve ter se perdido de novo... Meu papai é tão tonto!
          _ Garoto... – Rico retirou algo dos bolsos – Acho que é melhor que fique com isso.
          O menino olhou com curiosidade para a mão de Rico, e sua surpresa não teve limites quando viu um sino muito parecido com o seu.
          _ Ei, isso... Por acaso, você não encontrou meu papai? Onde ele está?
          _ Escuta, guri... Seu pai foi para um lugar distante... Aqui, fique com o sino dele.
          Bart e Elly não estavam entendendo a situação toda, mas o menino ficou emburrado então, tocando o seu sino e depois o do pai. O som era o mesmo.
          _ Meu pai é um mentiroso!! Ele disse que íamos embora morar sozinhos... Só nós dois... Eu esperei... tanto tempo...! Por quê, papai...?
          Rico parecia triste, sem ter o que dizer para acalmar o choro do menino. Sabia por experiência própria que não era fácil crescer sozinho. Primera veio até eles então e abraçou o menino em silêncio, e isso pareceu de alguma forma acalmá-lo.
          _ Mas... obrigado – ele soluçou – Obrigado por me trazerem o sino do papai de volta. Isso vai me animar...!!
          _ Rico, o que...? – Elly começou a perguntar, mas o Campeão voltou-se, indo para a saída do quarto.
          _ ... Conto depois. Vamos.
          Ao sair, viram Billy passando apressadamente para fora, e o seguiram. Um Etone mais velho se aproximava, entrando pelo portão do pátio externo, e uma garotinha no pátio o saudou com um sorriso amplo.
          _ Uau! Tio Stone!!
          Todas as crianças próximas se aproximaram correndo e reunindo-se ao redor do Etone, que sorriu para todos e passou a mão sobre suas cabeças.
          _ Olá. Estão todos felizes? Espero que sim.
          Todos responderam em coro que sim, e Billy surgiu na porta, sorrindo tão amplamente quanto elas.
          _ Bispo Stone!
          _ Ah, Billy, meu filho.
          Billy foi cumprimentar o Etone enquanto Elly, Bart e Rico saíam para o pátio. E ninguém reparou que Primera se detivera na soleira da porta. E não estava sorrindo para o recém-chegado.
          _ Desculpe incomodá-lo quando está ocupado – disse Billy, curvando levemente a cabeça.
          _ E, quem são essas pessoas? – indagou Stone, reparando nos três visitantes um pouco mais afastados.
          _ São viajantes de outro país – apresentou Billy, ao que Stone não fez maiores comentários. Obviamente, havia questões mais urgentes.
          _ A propósito, sobre sua mensagem anterior...
          _ Sim, sobre trabalho...
          _ Sim – Stone pareceu mais sério – O navio de transporte do ‘Ethos’ que tinha desaparecido finalmente ressurgiu. Mas, não há resposta às nossas tentativas de contato.
          _ O que significa isso? – indagou  Billy.
          _ Hmmm... Talvez, Ceifadores novamente. Billy, pode fazer o de sempre?
          _ Claro, sem problemas. Deixe comigo, Bispo.
          _ Grato – Stone acenou afirmativamente – É a nordeste daqui. Por favor, tenha cuidado. É uma área perigosa. Há certas correntes marinhas muito rápidas, e é melhor ficar longe dos Resgatadores. Seria melhor se fosse num navio de grande porte.
          _ Ô! – chamou Bart, sem a menor cerimônia – Isso aí é o navio enorme de que o Sig tava falando agora há pouco?
          _ Não sei dizer se era isso ou não – replicou Billy.
          _ Pelo que eu ouvi, é um lugar onde as correntes são rápidas pra caramba – ponderou Bart – Supostamente é muito perigoso pra navios pequenos. Mas a Yggdrasil vai passar em segurança por lá. Não interessa o tamanho da onda ou redemoinho, não tem problema. Além disso, tivemos ajuda com o Fei. Vamos a bordo, eu te deixo lá. Aliás, a gente podia até te ajudar a terminar seu trabalho!
          _ Eu concordo – apoiou Elly – Você salvou Fei. É o mínimo que podemos fazer.
          _ Obrigado, mas isso não envolve vocês – Billy agradeceu, novamente curvando a cabeça – Apenas eu já serei suficiente.
          _ Mas aquele lugar não é perigoso? – Elly questionou – Se houver algo que possamos fazer para ajudar...
           _Eu não quero que se envolvam... – Billy começou a replicar, mas Stone interveio:
          _ Billy, meu filho, não desperdice as boas intenções deles. Aquele submarino na praia é de vocês, não? Então, Billy, por quê não cooperar com eles?
          _ Mas, Bispo...!
          _ É isso aí! – Bart ergueu o braço direito, apoiando o músculo – Não tem graça viajar sozinho! Vamos ajudar!
          Billy ainda estava reticente, não querendo expor ‘civis’ ao perigo que era sua responsabilidade. Mas Elly sorriu para ele.
          _ Billy, é melhor ir com amigos.
          Rico estava de braços cruzados, e Bart e Elly sorrindo em apoio. Ele ainda tinha algumas dúvidas, mas se o Bispo dissera... De qualquer forma, podia aproveitar a ajuda.
          _ Bem... Se insistem, eu agradeço. Muito obrigado. Aprecio de verdade sua oferta.
          _ Eu também agradeço profundamente a vocês – Stone acenou – Billy, tome conta destas pessoas. Reporte-se ao quartel-general depois que voltar.
          _ Sim, Bispo.
          Stone partiu então, e ninguém percebera o momento em que Primera voltara para dentro do orfanato. E Billy agradeceu mais uma vez aos amigos.
          _ Estou muito grato a vocês. Vejamos, então, o que trará o amanhã. Assim que fizer certos preparativos, me unirei a vocês.
          Os três regressaram à Yggdrasil, e na ponte de comando, Bart teve notícias de que não podiam lançar a nave, porque Sigurd não estava na ponte. Rico comentou, rindo um pouco:
          _ Hmph! Por acaso, alguém lembrou de procurar no depósito de armas? O bar de vocês é perto dali, não?
          Bart e Elly se entreolharam. Não era do feitio de Sigurd beber tanto, mas em companhia de dois velhos amigos de Jugend, por quê não? Para lá eles desceram e ao chegar viram Citan e Sigurd numa mesa, parecendo sem jeito, enquanto Jessie tinha um copo na mão, olhando em volta com curiosidade.
          _ Sei. Então, esse é o lugar pra onde você implorou pra voltar, hein?
          _ Bem, sim... – respondeu Sigurd, tremendamente sem jeito, o que parecia estranho aos olhos de todos, principalmente Bart. Seu tutor sempre seguro de tudo parecia devolvido aos tempos de novato quando falando com seu ex-senior. E Jessie pareceu mais sério, olhando para o copo pela metade diante de si.
          _ Depois que você partiu, Billy chorou um bocado, sabe?
          _ ... Eu sinto muito.
          _ Quando você deixou Solaris – comentou Citan, bebendo cautelosamente – a mesma coisa aconteceu. Kahr ficou muito abalado então.
          _ Eu não pretendia traí-lo... – Sigurd replicou de cabeça baixa, parecendo perdido nas lembranças, e o semblante de Citan ficou mais sério, enquanto também se lembrava.
          _ A misantropia dele ficou ainda pior depois daquilo. Mas, agora – ele pareceu animar-se, voltando o copo para Jessie – chega dos velhos tempos, velho amigo. Eu não esperava encontrá-lo vadiando nesta terra... E – voltou-se para o trio parado à porta – todos, juntem-se a nós!
          _ Na ponte, estavam dizendo... – começou Elly, mas Citan interrompeu:
          _ Ninguém pode deter nosso velho amigo agora.
          Jessie estava rindo, cantarolando alguma canção antiga, e Bart discretamente cochichou algumas palavras a Sigurd.
          _ Ah, sim, é hora de partirem, não? – o imediato voltou-se para Jessie – Desculpe, velho amigo, mas eu tenho trabalho a fazer...
          _ Ah, Deus! – Jessie pareceu subitamente desperto, olhando ao redor com ar espantado – Já é hora? Bom, então antes de ir, vamos fazer o de sempre... Sabem? O truque de ‘pinte a cara no estômago e dance por aí’? Os três juntos!
          A cor pareceu fugir do rosto de Citan e Sigurd, enquanto o semblante de Jessie se abriu num sorriso de expectativa. E Rico, Elly e Bart olharam com curiosidade para os três. Mas Citan tentou desviar o assunto:
          _ Bem...!! Er, na verdade, estamos com um pouco de pressa... Então, talvez seja melhor falarmos disso numa outra ocasião.
          _ Hã? Ah, é? – Jessie parecia desapontado – Bom, então era melhor eu me mandar também, hein?
          _ Antes, há uma coisa que eu quero perguntar a você... – Citan deteve o veterano quando saía – Então, vamos nos reunir de novo quando tivermos mais tempo...!
          _ Tá – Jessie apontou a carabina para o alto – Espero tá vivo mais tarde pra ter a chance.
          Enquanto Jessie saía, ouviram um som de algo caindo e Elly gritou:
          _ Aaaaaaaahhhhh! Sigurd está...
          _ De novo?! – Citan gemeu, com a mão sobre os olhos – Sigurd fica bêbado tão fácil...! Bem, definitivamente não podemos partir hoje. Talvez amanhã...
          O orfanato estava às escuras quando Jessie voltou. Estava contente, como não se sentia fazia algum tempo. Fora muito bom rever Hyuga e Sigurd, afinal.
          _ HIC...!! Tô de volta! Cadê o Billy?
          _ Fale baixo! – Billy saiu da porta oposta, pedindo silêncio com as mãos – Que hora você acha que é? Fique quieto quando voltar, ou vai acordar as crianças!
          _ Se tivesse vindo também, – Jessie disse, um pouco mais baixo – ia ter ouvido uma tonelada de boas histórias! As histórias do Sigurd foram hilárias!
          Billy não parecia, de modo algum, compartilhar a alegria do pai, preferindo ir até a Bíblia do ‘Ethos’ numa mesa ao lado, e perguntando sem olhar para ele:
          _ Você sabe que o Siggy não bebe, e o fez beber? Mesmo sendo pai de um homem da fé...
          Jessie finalmente perdera o tom de brincadeira. Billy era muito teimoso, algo que talvez tivesse puxado da mãe. E eles não costumavam debater aquilo em bons termos.
          _ Ei, ei, por quê não abre os olhos? Você precisa deixar de ser um padre.
          _ Eu não quero ouvir isso de alguém sem um único vestígio de fé – retrucou o rapaz, irritado – Fique fora da minha vida!
          _ Ficar fora? – Jessie não parecia acreditar – Você tem alguma idéia de quanto problema tá indo na direção do seu traseirinho, garoto?
          _ O que? – Billy deu-lhe as costas – Como poderia saber? Eu ainda nem sequer acredito que você seja meu pai.
          Jessie pareceu ter levado um tapa no rosto, tão espantado ficou. Sentou-se à mesa sem dizer nada por um instante, finalmente parecendo chateado.
          _ Você...!
          _ Você não é a pessoa que minha mãe amou.
          _ O que quer dizer... Acha que eu sou uma fraude?
          _ Pergunte a si mesmo.
          Jessie estava cansado de falar com as costas de Billy. Havia muita coisa que o menino não entendia. Talvez, demais para que ele explicasse. Voltando-se já na porta, ele replicou:
          _ Você está certo. Acho que não há como provar isso... Jóia, mas você ainda não entende a verdade. O que aqueles sujeitos são na verdade, onde está indo...
          _ Pai, o que está dizendo?
          Jessie quase sorriu, ao ver que o menino ao menos se dignara a olhar para ele novamente e a chamá-lo de pai. Mas temia a reação dele quando ouvisse o que vinha a seguir.
          _ Estou dizendo que Racquel morreu em vão.
          _ !! Você não tem nenhum direito de dizer o nome da mamãe!
          _ ... Sei. – Jessie baixou os olhos, e a voz. Estava lúcido de novo, e sentia que não era a melhor hora para isso – É assim que é então. Ótimo. De qualquer modo, largue seu emprego. Considere isso um conselho grátis de um homem que é só um estranho pra você. Té mais.
          E saiu, deixando Billy sozinho no orfanato às escuras.
 
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