|
|
|
|
Capítulo 11: Recapturar Aveh
|
O dia começou para o grupo antes de começar para o sol, e
foi com surpresa que eles viram a porta se abrir e Margie entrar, tão
cedo.
_ Bom dia! Por quê o rosto preocupado? Não está se sentindo bem? - estava cercando Bart com perguntas, e isso não estava colaborando em nada para acalmar a apreensão dele com a batalha que viria. _ Ou está se sentindo triste por dizer adeus? Ou talvez só esteja nervoso? _ Fica quieta, idiota! Não me amola! Margie riu à vontade, tendo tirado Bart do sério. Ela mesma ficou séria depois, no entanto, ainda olhando para ele. _ Bem... já é quase hora. _ É, é sim. - voltou-se para os outros - Vamos nessa, pessoal. Enquanto o grupo da Yggdrasil voltava para bordo, Sigurd avisou: _ Nossos camaradas de Nisan vão atacar a guarda do oeste em uniformes de Kislev como planejado. Vamos esperar pelo momento certo e então seguir para o palácio na Yggdrasil. _ Entendido, mas evitem qualquer morte desnecessária. Isso vale especialmente pra as tropas de Aveh e também pro pessoal da Gebler - lembrou Bart, com um sinal de concordância de Sigurd. Batendo as mãos uma na outra, Fei disse: _ Acho que eu vou fazer algum barulho com meu Weltall, então. Fei e Bart bateram os punhos, em concordância e despedida. Margie se aproximou deles já nas portas da Yggdrasil e comentou: _ Na próxima vez em que nos encontrarmos, Bart, eu não vou conseguir chamar você pelo nome, ou de ‘jovem mestre’. Que tal, ‘Sua Majestade’...? _ Corta essa! Bart já está ótimo... ‘Grande Madre de Nisan’! _ Ei...! Você sabe que eu detesto esse título! _ Tá certo, tá certo! - ele riu - De qualquer forma, estamos indo. _ Tá bem. Boa sorte. A Yggdrasil seguiu viagem sob os olhares de Margie e Agnes, e a freira mais velha comentou em voz alta, meio que para si mesma: _ Marguerite e Bartholomew... Ver vocês dois traz de volta as minhas esperanças. - Margie voltou-se para ela, que continuou observando a Yggdrasil enquanto comentava - Muito antes dos Fatimas de Aveh serem chamados Fatima, os irmãos reais e suas esposas contemplaram muitos reinos ou eras prósperas. Eu estou aguardando pelo dia em que a Grande Madre da Seita de Nisan tomará seu lugar no trono como esposa de Bartholomew. _ O quê?! - Margie exclamou, surpresa e tremendamente encabulada - Ei, espera aí! Eu odeio falar de rainhas e romance...! Bart e eu somos bons amigos! _ Mas Margie - riu Agnes - o casamento é a melhor amizade. E a freira saiu lentamente, ainda rindo e comentando para si mesma: _ Bem, Marguerite, da forma como está amadurecendo para se tornar uma linda mulher, eu não acho que Bart será capaz de ignorar você por muito mais tempo. _ Pára com isso, está me embaraçando! - e seguiu atrás de Agnes, o rosto ainda afogueado. Enquanto isso na Yggdrasil, Fei e o esquadrão do General Maitreya estavam a postos no hangar de Gears, preparando-se para a partida sob os olhares de Bart, Sigurd e Citan. Maitreya estava avisando que seu esquadrão partiria logo para evitar a detecção. _ Vamos nos encontrar nas Rochosas da Fronteira amanhã às 1200, entendido? _ Sim senhor! Os membros do esquadrão pareciam um pouco animados demais e Bart achou melhor lembrar: _ Apesar da nave de guerra estar ultrapassada, vocês vão numa unidade pequena. Vai ser uma luta dura, mas vocês podem mudar o futuro de Aveh. Estou contando com todos. _ Deixe isso conosco, jovem mestre! - respondeu Maitreya - Vamos puxar a cauda de Vanderkaum de um lado pro outro! Certo filho? _ ... Não me chame de ‘filho’ - respondeu Fei - Que com certeza você não é o meu velho. Com risos e a promessa de ser úteis na batalha, Maitreya e sua unidade despediram-se de seu jovem mestre. Fei e Bart se encararam por algum tempo e depois Fei acenou com a cabeça, voltando-se e indo para a cabine de Weltall. Mas Bart ainda disse: _ Fei, é esquisito que eu diga isso, já que fui eu quem te fez se envolver, mas... se cuida, tá? _ Você também. _ Se... alguma coisa acontecer comigo... - o tom de sua voz fez Fei voltar-se por um momento, vendo a fisionomia grave tão incomum em Bart - toma conta da Margie e deles pra mim. Fei voltou suas costas novamente para o outro, sentindo o peso da possibilidade incomodá-lo, mas respondeu de forma indiferente: _ Não seja idiota! Isso não parece com você. Mas... eu vou cuidar deles. Não se preocupe. E desta vez ele partiu, juntamente com a unidade de Maitreya, seguindo pelo calor do deserto rumo às montanhas na fronteira. A batalha se daria no dia seguinte. Naquela noite, sob a luz da lua dourada, a Yggdrasil seguia pelo deserto rumo à sua posição, próxima a Bledavik. Citan desceu à sala de reuniões do cruzador e encontrou lá o Velho Maison, que pareceu apreciar a oportunidade para uma conversa. _ Enfim, estamos partindo para Bledavik. Apesar de ser o príncipe, nosso jovem mestre não conhece muito bem a Capital Real. Eu sempre vi isso como algo lamentável. Fiz o meu melhor para educa-lo como o Príncipe Coroado. No entanto - e pareceu mais preocupado - olhando para trás, eu forcei os “fardos da realeza” depressa demais sobre ele... e pode ter sido demais para uma criança com um futuro como o dele lidar... Eu devo ter sido o mais terrível de todos os mentores! _ Meu caro Lorde Maison... eu dificilmente concordaria com isso! O jovem teria assumido o fardo por si mesmo e talvez o jogasse fora se não quisesse mais suporta-lo. Ele é um grande homem agora... muito capaz de lidar com tais fardos e pressões. E eu acredito que vocês sejam aqueles que deram a ele a força para faze-lo. Faltaram palavras a Maison, mas o tremor em suas mãos e seus olhos baixos eram indicações suficientes do quanto ele estava grato pelas palavras de Citan, que meramente sorriu e tomou mais um gole de chá. Sigurd e Bart estavam no convés da Yggdrasil, que corria pela noite no deserto sobre a superfície, enquanto capitão e imediato contemplavam o luar vermelho. A fisionomia incomumente séria do jovem mestre causou curiosidade a Sigurd, que perguntou: _ Por quê um rosto tão sombrio? Amanhã será nosso primeiro retorno ao seu castelo em doze anos. _ Voltar ao castelo... Depois de conseguirmos o palácio real de volta, acho que vou ter que ser o rei... Eu não sou muito apropriado pra isso, sou? _ Você vai se acostumar. A lua parecia maior sobre o deserto, refletindo a cor das areias, e Bart comentou inquieto: _ Escuta, Sig... _ Sim? _ Eu acho que... não faz mesmo diferença quem é o rei, faz? Enquanto ele for um símbolo de esperança, certo? Não tem que ser eu. E Sigurd entendeu os sentimentos de Bart. Ele sentia medo de perder a liberdade e a mobilidade que tinha ali, no deserto, e de ficar para sempre confinado no palácio como o rei. Ao invés de uma resposta direta, o imediato de cabelos brancos disse: _ Eu fui seqüestrado por Solaris e sofri lavagem cerebral para uso como uma cobaia humana - voltou-se para Bart - Mas mesmo eles não puderam apagar meu desejo de voltar para casa. Então, me lembrei de você e Marguerite, não como a realeza do nosso país, mas apenas como crianças normais. Eu não me importo em reconstruir uma dinastia. Quero recuperar este reino porque ele pertence a você... Porque é o seu lar! _ Porque é o meu lar? _ Sim, por isso, nós devemos derrubar Shakhan amanhã. Estou certo. Após um instante de hesitação, Bart acenou afirmativamente com a cabeça e sorriu: _ ... É. Então, vamos fazer isso!! _ Mas primeiro... - Sigurd olhou para ele com ar crítico - eu acho que você precisa tomar um banho! _ Um banho?! _ Você não parece em nada com um rei! Está enfrentando o líder do inimigo... então, você deve ter uma aparência nobre! _ Ei, você acabou de dizer que não importa se eu sou ou não um rei!! _ Aquilo era aquilo, isso já é outra coisa! Sem ser visto, Citan sorriu diante daquela discussão animada, semelhante à de dois irmãos, e refletiu consigo mesmo: _ Alguém que esperava por você... Um pensamento foi tudo o que precisou para que recuperasse sua consciência... Você é um grande homem, Sigurd... A Yggdrasil continuou sua corrida pelo deserto, sob o céu estrelado e a lua dourada de Ignas, que iluminava a noite. E ela também contemplava várias partes daquele mundo. Ao mesmo tempo, poderia estar olhando para a cena no convés do cruzador de areia dos piratas ou através da janela do palácio de Aveh, num quarto especial de hóspedes, onde Kahran Ramsus e Miang dividiam a mesma cama. Enquanto desperto, o comandante da Gebler podia manter sua atitude altiva e ocultar qualquer sentimento que quisesse. Dormindo, no entanto, estava completamente à mercê de seus demônios interiores, e nesse momento ele se debatia na cama, lembrando. Em meio às chamas dos incêndios, a figura vestida em negro e vermelho, de cabelos ruivos, fez um gesto e lançou algo semelhante ao Tiro Guiado de Fei, e um Gear tombou. Uma seqüência de golpes, um ‘Senretsu’, e um segundo Gear caiu. Um terceiro chegou a apontar seu rifle na direção do louco, mas ele sorriu de forma cruel e concentrou poder no seu punho, derrubando também este com um Raijin. E ele voltou-se, zombeteiro, para onde Ramsus e uma coluna de seus tenentes e Gears ainda estavam. O comandante da Gebler estava insuportavelmente consciente das batidas cada vez mais rápidas de seu próprio coração e não percebia a figura sombria envolta num manto negro e com um capacete assustador que contemplava a luta com óbvia satisfação, à distância. E foi em meio às chamas que aquele Gear terrível finalmente apareceu, como que chamado por seu mestre, enquanto a figura que derrubara sozinho três Gears pareceu incorporar-se à sua máquina cor de sangue. Após um instante de pausa, o Gear vermelho avançou e pareceu meramente passar pelos dois Gears à direita de Ramsus, mas o fato foi que ambos caíram, semidestruídos e sem condições de funcionar. E então Ramsus entendeu a razão do seu temor: seu aliado enlouquecera, pouco se importando com quem atacava. E o poder dele era...! _ Ele está fora de controle! - gritou ele aos seus tenentes - Detenham-no! Não me importo como vão faze-lo, apenas detenham-no! Isso parecia patético, sua voz soando assustada daquele jeito, e o Gear terrível parecia de algum modo se divertir com isso, avançando novamente e fazendo toda a coluna de oficiais desaparecer e derrubando um último Gear mal parecendo toca-lo para depois voltar seu olhar brilhante para Ramsus, que apenas empunhava sua espada, quase sem notar o quanto ela tremia em sua mão. “I-isso não pode ser...” Mais dois Gears militares se aproximaram do agressor vermelho, mas mal o alcançaram e tombaram para trás, lentos e sem poder diante dele. E o Omnigear vermelho correu até Ramsus, detendo-se diante dele como um arauto do inferno. _ Ugh! S-socorr... O som dos jatos do Gear começou a parecer alto demais e ele parecia prestes a atacar quando Ramsus gritou e tudo ficou vermelho... E a próxima coisa que Kahran Ramsus viu foi que despertara. Estava sentado na cama, ofegante e com seu coração ainda acelerado, mas estava em segurança. O sonho se repetira. Seu coração controlou-se lentamente enquanto Miang também despertou. _ O que houve? Parece que você acabou de ter um pesadelo... Não foi o mesmo sonho de novo, foi? _ Não... - mas ele não olhou para ela, ainda procurando diante de si a confirmação de que o demônio não estava ali - Não foi nada. E saiu da cama, deixando em seguida o quarto, ignorando o chamado de Miang. Assim que a porta se fechou, no entanto, a atitude preocupada dela pareceu dar vez a um tom brincalhão enquanto ela disse ao quarto ‘vazio’: _ Ficar espiando não é muito educado, sabia...!? O ar diante dela torceu-se numa onda negra e a forma sinistra de Grahf materializou-se diante de Miang. Ainda rindo de forma despreocupada, ela disse: _ Eu vi o garoto a quem procura lutar no Torneio. Eu pude dizer com certeza. Ele se parece muito com você. _ Você usou a influência do Ministério para se aproximar daquele homem - retrucou o encapuzado, ignorando os comentários dela - Não sei o que está pretendendo, mas não ouse nem pensar em planejar contra mim. Fique fora disto! E o ar se distorceu novamente, e Grahf desapareceu. E, como antes, Miang não pareceu nem um pouco impressionada. _ Ah, vejo que as notícias já alcançaram você... Como sempre, você é o primeiro a ouvir sobre tudo. Mas não se preocupe... não vou roubar sua ‘posse premiada’. Eu vou colaborar. Além disso, eu e você fizemos um longo caminho... A manhã começou cedo na Yggdrasil e já encontrou Bart, Citan, Sigurd e Maison próximos ao timão. As atenções estavam plenamente despertas e Bart percebeu seu operador de som reagir a algo. _ O que foi, Franz? _ Não... por um momento, achei que havia captado alguns sons não naturais... _ Estamos próximos da capital - Bart respondeu - Provavelmente é só algum tipo de navio de lá. _ Mas não é da superfície... Veio de baixo da areia! _ De baixo...? - perguntou Bart, incrédulo - Este é o único cruzador de areia de toda Aveh! _ Não ouvimos nada sobre uma nova nave nem mesmo dos espiões no Quartel Naval de Aveh - apoiou Sigurd - Franz, pode tentar outra vez e confirmar o que é? _ Não consigo pega-lo de novo - respondeu Franz depois de algumas tentativas - Pode ter sido só uma baleia da areia... _ Jovem mestre! - interrompeu o oficial de comunicações - Estou detectando um aumento no uso da Faixa F! É a freqüência da força de defesa da Capital Real! _ Aí... na superfície! - exclamou Franz - Estou detectando sons de âncoras sendo içadas e motores sendo ativados! A frota de defesa da Capital Real deve estar partindo. _ Também interceptamos uma transmissão da patrulha na fronteira com Kislev! Estão requisitando apoio imediato da Capital Real! Parece que nós lançamos mesmo um inferno na fronteira! _ Tá certo, vamos começar! - comandou Bart - Preparar os botes! Quando formos à terra, escondam a nave! Sigurd, Bart e Citan tomaram o rumo da saída, mas Maison deteve o rapaz pelo braço com uma expressão preocupada: _ J-jovem mestre, eu tenho um terrível pressentimento sobre isso... Seja muito cuidadoso! _ Tá tudo bem, Velho Maison. Enquanto eles deixavam a ponte de comando da Yggdrasil, um grupo de pilotos da Gebler preparava-se para deixar o hangar em Aveh e conhecia seu novo oficial comandante. Ou melhor, a nova oficial. E Elly Van Houten conhecia seu novo esquadrão. _ O quê? - perguntou Renk - Essa garotinha é a nossa oficial comandante? _ Diz-se que ela é da elite saída de Jugend - comentou Broyer, e Stratski emendou: _ Ela voltou só da operação de infiltração de Kislev. _ E de ‘mãos vazias’, pelo que ouvi! - acrescentou acidamente Helmholz - Sem lembranças para o Comandante, hein? _ É, e que carinha bonita! - admirou Renk - Ela não faz o tipo do soldado. _ Vocês aí! - ela lembrara-se do comentário de Fei dizendo que ela não pertencia àquele lugar e isso a irritou ainda mais do que o descaso de seus novos comandados - É assim que se dirigem a um oficial superior? Lembrem-se do seu rank! _ Ah, que medo! - retrucou Renk. _ Não ligamos muito para rank - disse Vance com ar insolente - E não ligamos muito pro Renk, também! Mas só porque é bonita não quer dizer que pode ser tão metida! _ Há! Esse asno tá com ciúmes! - riu Broyer. _ O que? Eu sou muito mais bonito! - respondeu Vance - Como eu poderia estar com ciúme? _ Ô, faz esse pervertido ficar quieto! - pediu Stratski, enquanto o grupo se dirigia aos seus respectivos Gears - Ele me dá calafrios! _ E é assim que é... - resumiu Renk, como sempre fazendo sua a voz de todos - Então, não se meta no nosso caminho, ‘Senhorita Tenente’. Elly sentiu que a missão já estava começando mal, e não fez mais qualquer comentário. Os cinco cavaleiros observaram enquanto ela dirigia-se para um novo Gear branco e rosado e Renk foi o primeiro a pronunciar-se quanto à nova máquina. _ De qualquer modo, vamos só ver essa coisa se mexendo. Não dá pra dizer o que faz só de olhar pra ela. _ Que espécie de máquina é essa? - perguntou Stratski, admirado - Eu nunca vi destas antes.
_ É um novo modelo de Gear chamado Vierge, pra uso exclusivo de
oficiais - informou Renk - Dizem que pessoas com poder mental normal não
conseguem operá-lo.
_ Então, ela ainda é uma ‘Jugend’ apesar de não ter habilidade? - perguntou Stratski. _ Hah, parece que vai ser divertido! - Vance comentou animadamente - Vamos ver o que ela pode fazer! Na cordilheira próxima à fronteira de Kislev, Weltall e os Gears do esquadrão de Maitreya reencontraram-se no sopé da montanha e o general comandou: _ Direto para o pico da montanha! Não há tempo a perder. Partir! E eles assim fizeram. Houveram alguns contratempos com monstros e criaturas da caverna um tanto agressivas, mas nada de que o esquadrão não pudesse dar conta sem problemas maiores. Na metade do caminho, porém, o mais adiantado dos batedores avisou na freqüência geral: _ Talvez tenhamos problemas, amigos. Estou avistando Gears em aproximação a estas montanhas, e eles parecem fortes. Venham para cá conferir! O Weltall de Fei e os Deurmods do grupo seguiram o sinal do batedor até uma saída dos túneis, já numa área superior da montanha, onde puderam ver um grupo de Gears voadores que, obviamente, deviam pertencer à Gebler. E Fei os reconheceu da batalha na base secreta de Bart. _ Deixem que eu cuido disso! - ele comunicou aos companheiros, tomando a frente por acreditar que os inimigos o seguiriam se não vissem os piratas avançando - Vão depressa até o pico! _ M-mas... _ Não temos tempo a perder! Enquanto estamos aqui perdendo tempo, o grupo de Bart já está a caminho do castelo! Se apressem! _ E-entendido. Os demais continuaram a subida apressadamente e ocultos pelas cavernas das montanhas, enquanto Fei conduziu Weltall para uma posição onde mesmo os voadores não teriam como não vê-lo. Juntamente com os cavaleiros, no entanto, vinha um Gear branco e rosado que ele não reconheceu da vez anterior. E, no Gear, Elly reconheceu o Gear negro que surgira em seu caminho. _ Esse Gear?! Não me digam que é Fei?! _ Ei, é ele? - perguntou Broyer a bordo do Aegis - O cara de antes? _ É - concordou Renk em um dos Atiradores - Com certeza é ele. _ Bom. É hora da revanche! Vê se não fica pra trás, irmã. E desceu com o Aegis para confrontar Fei, enquanto Elly não podia acreditar no que via, e Renk dizia: _ Você está no caminho. Por quê não fica aí, parada, e só assiste? - e desceu logo em seguida com o seu Atirador. A bordo do Espadachim, Stratski também disse. _ É, isso mesmo! Nós podemos dar conta desse cara sozinhos. O Espadachim também desceu e Helmholz passou diante dela no seu próprio Atirador, pedindo desculpas pelo que acontecia, e Vance também desceu em seu Cavaleiro, dizendo que ela saísse do caminho. Elly protestou pelos comunicadores de todos, ordenando que recuassem uma vez que ainda não dera ordens para o ataque, mas os oficiais já estavam confrontando Fei e Weltall. O primeiro desafio foram os Atiradores de Renk e Helmholz. Os demais vinham logo em seguida e Fei ativou os Turbos de Weltall para confrontar os dois de uma só vez. Os disparos de rifle e a mobilidade extra das asas nos jatos dos membros da Gebler davam-lhes uma certa vantagem, mas Weltall movia-se com mais facilidade entre as encostas das montanhas por não ter que desviar de um companheiro. Isso os deixava em certo pé de igualdade. Não tardou, enquanto atacava e recuava para ganhar tempo, para que Fei notasse que os cavaleiros da Gebler pareciam mais preocupados em acertar as contas com ele pelo último combate do que a procurar pelos piratas que ainda subiam pelos túneis nas cavernas. Poderia ser uma vantagem, mas ele ainda não conhecia as técnicas de ataque daqueles Gears, e quando ambos pairaram sobre ele lado a lado, uma descarga combinada dos seus rifles resultou num Feixe de Força, o ataque mais poderoso dos dois, causando dano pesado e jogando Weltall de costas sobre os ‘degraus’ da montanha. Fei ainda tentava clarear a mente quando o painel de instrumentos acusou um aumento de reação de energia nos Gears inimigos. E ele confirmou nos monitores: não teria como alcança-los e impedir o disparo, e Weltall concentrou energia do Chi de Fei em suas mãos. O Feixe de Força tornou a cair sobre ele, mas desta vez foi confrontado pelo Tiro Guiado de Weltall, e as energias se chocaram por alguns segundos. Mas Fei estava usando energia do seu espírito e movido por urgência, enquanto os disparos dos membros da Gebler dependiam de seus rifles. Weltall ficou de pé num movimento rápido e subiu pela encosta, aproximando o ponto de choque das energias até que os rifles inimigos explodiram com a pressão, jogando os Atiradores para trás. E eles ainda eram arrastados pela explosão quando Weltall alcançou o mais próximo, de Renk, e o Hazan de Weltall causou-lhe mais danos do que ele poderia suportar e se manter voando. Helmholz veio auxiliar seu parceiro, mas Weltall estava auxiliado pela velocidade de seus Turbos e girou no ar, montando nas costas do inimigo e destruindo seus jatos, mandando os dois Atiradores pela encosta abaixo. Como no ataque à base pirata, isso não destruiria os inimigos, mas também não permitiria que continuassem lutando. Mal Weltall alcançara uma plataforma segura e Fei suspirara de alívio quando o Aegis de Broyer o alcançou com um ‘Pile Driver’ e o lançou para a frente, ao mesmo tempo em que a armadura de seu Gear acusava perda de capacidade. E o Cavaleiro de Vance e o Espadachim de Stratski se juntaram ao combate. Weltall ficou de pé e Fei reconheceu o Cavaleiro que enfrentara antes. Num ataque combinado, o Espadachim disparou seu canhão embutido e o Cavaleiro investiu com sua garra. Fei manobrou seu Gear para saltar sobre o ataque da garra e atingir o Aegis com um Raigeki, tentando eliminar primeiro o dono do ‘Pile Driver’ e abrindo sua guarda. O Espadachim de Stratski ondulou sua espada esquerda e depois a direita, e as lâminas maleáveis de seus ombros cortaram as rochas próximas ao Weltall, mas perderam seu alvo e ao invés de atingir o Gear negro, acabaram por cortar fora os escudos enormes que protegiam os braços do Aegis, ao mesmo tempo em que se danificavam ao atingir a proteção do outro. Fei utilizara a idéia de que ‘tudo o que é ruim para mim é ruim para o meu inimigo’, usando a força de um contra a do outro. Tendo saltado para longe enquanto os Gears inimigos se inutilizavam em conjunto, Weltall deteve-se numa posição que punha os rivais alinhados, e tornou a disparar o Tiro Guiado, agora numa trajetória mais inclinada. Era cansativo usar o poder Chi em intervalos tão curtos, mas valeu a pena. Com o ângulo inclinado, a rajada arrastou rochas consigo e atingiu Aegis e Espadachim com violência, lançando ambos morro abaixo e deixando Weltall sozinho para lutar com o Cavaleiro. O disco que servia de escudo para o soldado foi lançado num giro, pegando Weltall de surpresa e derrubando-o, deixando-o aberto para um golpe das garras do Cavaleiro por cima. Mas o Gear negro conteve o golpe cruzando seus pulsos diante de si e lançando o inimigo contra a montanha com um chute. Vance girou seu Gear novamente para arremessar o escudo, mas Weltall o pegou em pleno ar e lançou de volta, atingindo a cabeça do Cavaleiro, abrindo sua guarda. Então, o Gear negro de Fei encerrou a batalha agarrando o braço do outro e girando na direção da encosta, para jogar o Gear da Gebler para baixo. Rolando pela encosta, os jatos do Cavaleiro foram danificados e ele não conseguiu deter a própria queda. Elly assistiu a tudo sem se envolver. Como ela esperava e temia, Fei e Weltall haviam derrotado os cinco soldados da Gebler com relativa facilidade. Weltall estava em guarda no alto do penhasco, mas nenhum deles tinha condições de prosseguir na luta. Nenhum, a não ser ela. _ Vance! Helm! - ela ouviu Renk chamar pelos comunicadores - Vocês dois estão bem? _ Por quê estou perdendo pra um Cordeiro? - perguntou Vance, transtornado - Alguma coisa está errada... muito errada!! _ Vance!! Se controle! - exigiu Renk. _ Ah, é?! Eu só preciso de mais! Preciso de mais ‘Drive’!! Elly sabia o que devia fazer. Era o seu dever. Então, por quê estava hesitando? _ ... Eu não posso fazer isso. Não posso... lutar com Fei. Mas... Elly sabia que não lutaria para valer com ele. Não podia. A menos que ela... “A única coisa que me resta... é usar a ‘Drive’... Mas...” Sua mente voltou a uma cena que conhecia bem. Ela corria por corredores em sua base, sendo perseguida por outros três oficiais. Era a mesma cena que ela revira depois da sua discussão com Fei na Floresta da Lua Negra. Ela tentou fugir, implorou que não a fizessem tomar a droga por temer os efeitos, mas nem mesmo a alta posição de seu pai pudera impedir aquilo e Elly forçadamente ingerira a ‘Drive’. Ao voltar a si, estava sozinha no corredor. As paredes estavam manchadas de sangue e os três oficiais estavam mortos. Elly não se lembrava de que tipo de poder a ‘Drive’ revelara dentro de si, mas não queria aquilo. Nunca mais usaria a droga se dependesse da sua vontade, e apesar da reação violenta ter sido apreciada pelo alto comando, a posição de seu pai impunha respeito suficiente para que não ousassem repetir a experiência. Não à força. _ Não faça isso! - alertou Renk, detendo Vance - - Mais um pouco de ‘Drive’ e você vai perder sua sanidade!! _ Não me importa! Eu já estou maluco com isso como está!! _ Pare com isso agora, Vance - interrompeu Elly - Eu... vou cuidar disso. O novo Gear parou diante de Weltall e Fei colocou-se em guarda por reflexo, pois a voz que surgira nos comunicadores lhe era familiar. _ ... Essa voz?! Elly...? Elly, é você?!? _ Fei... O que está fazendo? Você não devia estar aqui! Vierge atacou depressa, tão depressa que Weltall quase não pôde se defender, e seus golpes obrigaram o Gear negro a recuar. Seu monitor ligou-se ao de Elly e então ele percebeu a expressão distante e os olhos vidrados dela. _ Elly?! O seu rosto... o que foi?! Não me diga que... você está usando aquela droga de personalidade de que Bart nos falou? _ Isso não tem nada a ver com você. E você devia parar de tentar ser tão amigável! Vierge juntou os pulsos sobre a cabeça e os acenou para baixo, enquanto vários pequenos projéteis saíram de suas aletas laterais, pairando no ar por um momento para depois se espalharem pelo ar ao redor de Weltall. A um último comando, cada um deles disparou uma rajada de energia Ether de uma direção, tornando a defesa impossível. E enquanto Fei sentia o impacto e Weltall acusava danos múltiplos ao longo do exoesqueleto, os Cavaleiros da Gebler também estavam surpresos. _ Uau! Você viu aquilo?! - perguntou Broyer. _ Aquelas coisas eram Aerods! - murmurou Renk, espantado. _ ‘Aerods’? _ Drones de Resposta Ofensiva de Ether Animados - Helm respondeu a Vance - conhecidos comumente como Aerods. Na Gebler só há um punhado de pessoas capazes de usa-los. Pelo que eu ouvi, seriam apenas pessoas da Classe dos Elementos. _ M-mas... - Stratski não queria acreditar - isso não é, tipo, um efeito colateral da ‘Drive’? Não é nada de mais, certo...? _ Não, a ‘Drive’ só pode extrair o potencial já existente no interior dela - replicou Renk admirado - Vocês estão olhando... pra uma profissional, meninos! Vierge tornou a atacar e Fei ativou seus turbos, e Weltall evitou a seqüência de golpes por muito pouco. Elly não estava se contendo; o sistema de auto-reparos de Weltall estava trabalhando a toda velocidade, mas ainda precisaria de algum tempo antes dos danos dos Cavaleiros Gebler e dos Aerods estarem recuperados o bastante para outra luta. Saltando para longe, Fei se colocou em guarda e tentou chamar Elly à razão. _ Elly, pare com isso! Por quê nós temos que lutar? _ Por quê? - a voz dela era arrogante, nada parecida com a voz suave de que Fei se lembrava - É óbvio; é a providência divina! Nós somos os escolhidos, os Abel... O propósito da nossa existência é subordinar os ‘Cordeiros’ habitantes da superfície... e os que ficarem em nosso caminho devem ser eliminados! Ela tornou a atacar em altíssima velocidade, mas os Turbos de Weltall igualavam as condições. Ele não foi capaz de impedir a seqüência seguinte de ataques, mas ao conter um dos ataques, Fei revidou com uma cotovelada, jogando Vierge para trás e então saltando no ar, atingindo o Gear de Elly com os pés e odiando-se pelo que havia feito, e esperando não ter que continuar. _ Elly, desperte! Suas emoções estão sendo controladas pela droga! _ Essa é a minha verdadeira natureza - e Vierge tornou a se colocar de pé, preparando o ataque - Não existe outra! _ Isso é mentira! Um dia, você se sentiu responsável, culpando-se por causar o incidente em Lahan por ter pousado lá. Você foi gentil comigo quando eu estava com problemas... A verdadeira Elly nunca diria algo assim! _ Você fala como se soubesse... - havia desprezo na voz dela - e ainda assim, não sabe de nada!! Vierge tornou a atacar. Weltall saltou e atacou, buscando impulso para se afastar mais, mas desta vez Vierge desviou facilmente o ataque e subiu, atingindo pesadamente Weltall e jogando-o montanha abaixo. Lançado de mau jeito, Fei conseguiu usar os jatos de seu Gear para controlar a direção da queda, mas sentiu o impacto ao chegar lá embaixo e sabia que seria derrotado se continua-se como ia. Apoiou-se com dificuldade no rochedo enquanto Vierge saltava sobre ele, pronta para despedaça-lo e à ponta da rocha num golpe só. Mais por reflexo que por qualquer outra coisa, ele aproveitou-se da força acumulada em seu Gear e subiu ao encontro de Vierge, atacando pesadamente. _ Hazan! Subitamente atingida por uma seqüência de chutes, quase como se Weltall tivesse caminhado para o alto sobre ela, Vierge caiu pesadamente numa das plataformas da montanha enquanto o Gear negro de Fei chegou ao penhasco acima de si com um salto mortal. E o rapaz ficou inquieto ao ver que o Gear de Elly não se movia mais. _ Maldição, eu não queria ter chegado a esse ponto! Elly!! Weltall desceu velozmente até a plataforma onde estava Vierge, e Fei continuou chamando por Elly. Weltall abaixou-se, verificando as condições do Gear caído... E Vierge lançou novamente seus Aerods, agora à queima-roupa, causando várias explosões menores ao longo da blindagem de Weltall e fazendo Fei gritar de dor em sua cabine. O ataque derrubou Weltall encosta abaixo e ele só se deteve numa plataforma quase ao pé da montanha. Ele ainda tentava se pôr de pé quando Vierge surgiu, pairando sobre ele como um anjo da morte. _ hahahahahaha! Sofra! Morra! Apodreça na obscuridade! _ E-Elly... será que eu... preciso... lutar com você? _ Parece que acabou pra você. Chegou a hora de eu pôr um fim ao seu sofrimento. Mas não tema: em nome da sua bondade comigo, eu vou te matar sem dor. Adeus, Fei! Todos os sensores de dano estavam em alerta e Fei não tinha certeza de ainda poder lutar com Elly. Weltall estava em péssimo estado e Vierge provavelmente o destruiria no próximo ataque... mas ele não veio. Surpreso, o rapaz viu o Gear de Elly curvar-se e parecer inativo enquanto uma voz dolorida de uma jovem que tentava recuperar sua sanidade falou pelo comunicador: _ M-minha... cabeça... Vierge não se movia, e os gemidos de dor de Elly indicavam que algo não ia bem. Mas Fei também percebeu que era a sua última chance de detê-la e Weltall moveu-se, derrubando Vierge e detendo-a junto ao chão pelos braços e pernas. Os danos sofridos na luta tornavam a tarefa quase impossível, mas Fei não deixou que Elly se soltasse. _ Elly, acorde! Volte a si! Vierge debateu-se sob Weltall sem sucesso e, em meio à dor, a personalidade de sua piloto vacilava: _ Ugh... Silêncio, idiota impertinente! Eu não vou ouvir um Cordeiro... N-não... Não é... verdade. E-eu... Eu não quero... isso... Fei percebeu que Elly estava em conflito consigo mesma e que ela precisaria de um ponto de apoio, algo em que prender a atenção para voltar. E sua voz serviria. _ Elly, agüente firme! Continue lutando contra os efeitos da droga! Você pode! _ F-fique quieto... _ Eu estou com você, Elly. Você não está sozinha! _ Eu não preciso... de aparências externas de compaixão... E-eu... F... Fei... M-me... ajude... E-essa... não sou... eu... A despeito da situação delicada, dos danos sofridos e de Elly ainda não ter recuperado sua personalidade, Weltall abraçou Vierge junto a si e prendeu os braços dela para baixo, e os tremores pararam momentaneamente. _ Agüente, Elly. Não se perca. Eu estou com você. _ N-não... Num salto, Vierge livrou-se de Weltall com um movimento brusco e Fei temeu por um momento que ela tornasse a atacar. Mas o Gear de Elly apenas ficou de pé, cintilando como uma estrela como se recebesse um choque por um momento que pareceu infinito. Então, um último grito de Elly se fez ouvir e Vierge caiu sobre si mesma, enquanto Fei abria apressadamente a cabine de Weltall e corria, ainda chamando por ela. Elly se recuperou depressa. Passada a fase de enfraquecimento, a droga perdia depressa o poder e logo os dois estavam frente a frente, ao lado de seus Gears. Elly parecia sem jeito e pesarosa, mas antes de pensar no que ela fizera a ele, Fei não conseguia acreditar no que ela havia feito a si mesma. _ Elly, por quê...? _ Eu o avisei... - ela baixou a cabeça - Eu disse que da próxima vez em que nos encontrássemos nós seríamos... inimigos. _ Mas não há razão pra fazer isso consigo mesma só pra poder lutar... Não há razão nenhuma pra você e eu lutarmos... Nenhuma. _ Não... havia outra escolha - ela ergueu os olhos - Eu sou uma oficial de Solaris... Não posso dar minhas costas à minha unidade, à missão. _ Por quê você teve que usar a ‘Drive’? _ Eu não queria... Quando eu a uso, eu mudo. Sinto como se fosse dominada por algum poder desconhecido que eu nunca quis. Há um poder em mim que eu não quero admitir. Mas... eu quero proteger meus aliados... Então, não tive escolha a não ser usar... a ‘Drive’. Sim, Fei podia entender isso. Ele próprio tinha a sua droga, Weltall, que olhou pesaroso. Nunca mais pilotaria se a escolha fosse sua, mas em nome de seus amigos e em seu próprio nome, ele precisava continuar com o Gear. Foi com um sorriso triste que ele comentou; _ ... Elly... você se parece comigo. _ Pareço...? - ela lembrou-se, então, da relutância dele quanto ao Gear e também sorriu - Provavelmente. Eu senti que conhecia você desde o primeiro dia em que te encontrei... Provavelmente, porque nossos problemas são tão parecidos. Fei colocou as mãos sobre os ombros dela. _ Eu estou aqui, com você. Pode não ser muito, mas pelo menos eu posso entender como se sente, Elly. _ O que? Está dizendo pra lambermos as feridas um do outro? _ Não, não é... - então ele calou-se e baixou a cabeça - É, acho que estou. Desculpe... _ Não... me desculpe você - Elly também desviou os olhos - Eu não estou sendo justa, estou...? _ Não, sou eu que sou meio pessimista às vezes. Mas... mesmo que seja... é melhor do que se preocupar com isso sozinho. _ Fei... Ela olhou para ele e, por um momento, nenhum dos dois disse nada. Havia muito que ambos queriam dizer, mas nada saía. Por fim, os olhos de Fei caíram sobre Vierge e ele voltou-se de costas para Elly, os olhos agora fixos em Weltall. _ Você não vai mudar de idéia...? _ Por favor, Fei, não fique tão triste. Eu não tenho escolha. Esse é o meu único lar... Ele teria que se separar dela outra vez. Fei cerrou os punhos, frustrado por na poder fazer nada quanto a isso e foi lentamente até a cabine de Weltall. _ Eu tenho que ir. Meus amigos estão me esperando. Elly não disse nada, também se sentindo triste. Gostaria de poder dar a resposta que ele queria, e também não gostava da idéia de se separar dele, mas não podia fazer nada. Subindo em weltall e se detendo um último instante, Fei voltou-se para ela. _ Se puder, saia do exército, Elly. Essa aparência não combina em nada com você. Não havia nada mais a dizer. Weltall acionou seus jatos e partiu, enquanto Elly continuou ali. |
|
|
|
|