Riyoichi Ikegami sempre gostou de desenhos dramáticos e realistas e durante o ginásio já estava decidido a ser desenhista. Trabalharia na área do mangá, só não sabia como faria isso, pois, devido as difíceis condições de sua família inevitavelmente ele teria de começar a trabalhar assim que terminasse o colegial. Yo de férias da sua vida social :-b
O início da carreira com "Homem Aranha".   Começou trabalhando como pintor de cartazes em Osaka (ainda não era seu objetivo mas, já era algo relacionado com desenho...). Foi muito difícil! Ele dormia no emprego e dividia um quarto realmente pequeno com outros quatro empregados. Passou várias noites desenhando debaixo das cobertas com uma lanterna. Ele estava decidido pelo sonho de se tornar um desenhista profissional e batalhou muito por isso. Continuava trabalhando como pintor de cartazes e à noite preparava o material que seria enviado para várias revistas. Com 22 anos um de seus trabalhos foi aceito pelo Garo (um mangá progressista), a história: "O Sentido da Culpa". Foi onde as coisas começaram.
E a evolução do traço de Ikegami em Mai e...   Shigeru Mizuki teve contato com o trabalho de Riyoichi e o convidou para trabalhar com ele em Tóquio como seu assistente; Foi quando ele finalmente pôde deixar a loja de cartazes. Em Tóquio ele começou ajudando na produção de Gege no Kitaro que foi grande sucesso no Japão na década de 60. Trabalhando com Shigeru, Riyoichi aprendeu muito e teve tantas outras oportunidades, como conhecer e aprender com Yoshiharu Tsuge, seu ídolo.
... o refinamento em Crying Freeman.   Dois anos depois de ter começado a trabalhar com mangá passou a produzir. Sua primeira história foi um faroeste em três partes, isso representou sua passagem de assistente para profissional independente, e só estava com 24 anos...
 Por questionar demais seus personagens acabou tornando TODOS eles indecisos e hesitantes, os editores avisavam que ele precisava de heróis fortes para se tornar popular, então ele tentou seguir o estilo de outros profissionais, mas também não deu certo. No final das contas acabou se convencendo de que não tinha talento para quadrinhos de entretenimento. Seu desejo era produzir imagens nítidas, poderosas cenas de ação, descrever suas emoções ocultas... Mesmo assim acabava produzindo histórias depressivas. Com histórias de terceiros ele conseguiu desenvolver suas tão sonhadas cenas de ação...

     Foi quando passou a contar com histórias de outras pessoas.
 
Diferente de "CZ", sangue tem classe em Freeman.    Seu currículo é muito grande, mas ilustrando uma pequena parte temos a adaptação do argumento e arte de "O Homem Aranha" publicado no Japão em Junho/76, o trabalho de arte em "Mai - A Garota Sensitiva", "Crying Freeman" e "Sanctuary", sendo apenas este último título não publicado aqui no Brasil. Ele também trabalhou em outros títulos como Aiueo Boy (escrita por Kazuo Koike), Otoko Gumi e Otoko Ozora (Tetsu Kariya) e Nobunaga (em parceria com Kazuya Kudo).

   Riyoichi sempre foi uma pessoa muito simples e admirador dos seus colegas roteiristas de mangá: "...Todos os roteiristas de mangá são pessoas muito cultas, formadas por universidades famosas. Quando nos reunimos, eles discutem todo tipo de coisas sobre as quais não sei nada. Mas eles realmente tem me ajudado a desenvolver bastante meu talento..."

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